identidade magritteana
O que na verdade sou, em essência? ameaçado de extinção. (saudade do tempo em que eu apenas estava extinto)
Coloque em mim o chapéu, um terno e uma maçã, verde, cobrindo o rosto, pois minha identidade não é revelada a mim, sempre que olho no espelho. - dentro dos meus próprios pensamentos, os quais só posso acessar quando tudo está quieto demais, e nunca está quieto demais.
O amor comeu os papéis onde eu escrevera meu nome e, não satisfeito, depois de me deixar afastado de mim o máximo que podia, voltou a fazê-lo.
Não, João, o amor sou eu.
E sempre que eu me busco, veja: torno a achar uma parte de mim!
mas não me permito marcar o que achei por muito tempo... Torno a apagar quem sou.
Nem planos nem sonhos, nem fome nem banho, o que busco não tem nome, porque não busco. sei que quando me encontrar já estarei perdido, raso, falido. estranho, suponho.
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