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Mostrando postagens de julho, 2017

Ainda que chegue ao fundo do poço

Quando, meu bem, tu cais E no fundo do poço chega Profundo, tão fundo, sem paz No abismo em que está, aceita Quando, morena, assim estiver Ainda que a infinitos pés de altura Enquanto em teu coração couber Qualquer lembrança viva, pura Lá, meu amor te salvará Que altura nenhuma é maior Que meu cuidado por ti Ainda após o infinito Meu coração te buscará. Maior que tua tristeza, meu amor estará. João Pedro Santos

O segundo que antecede o beijo 2

Da boca saem teus versos Em minha mente chegam Devaneios de prazer é te ouvir E que meus ouvidos não esqueçam Teus olhos brilham Refletem os meus Que encaram A mais bela cena da natureza O segundo do silêncio Minha alegria súbita Dos seus lábios quero ouvir Com os meus, a mais bela música João Pedro Santos

Renovem-se

Não é sobre amar perfeitamente E uma boa foto pro Instagram Pois essa mente, naturalmente Precisa manter, no erro, o amor na mente sã Não conhece nem a ti mesmo Acha que conhece o companheiro Vai descobrir que na vida Ele também causa feridas Não vai desistir agora Quem fere, também cura Pra ver o sol lá fora Tem que passar pela chuva Relacionamentos são breves Pois, só, nunca duram pra sempre Duram, porém, uma eternidade Quando se refaz nos dois a mente João Pedro Santos

O grito do corpo

Expulsam-se os delírios No suor do corpo Na boca o beijo No peito o gosto Entre pernas Entreabertas Arrepiam-se Travam-se A vontade do grito O seguro gemido Entre a vontade do barulho E a necessidade do quieto Sobe e desce Deslizam-se Contraem-se Em tempo explode-se. O corpo ou a alma Só sei que vem de dentro A chuva, o rio denso Depois do intenso fogo, a água. João Pedro Santos

Ser par ou ímpar

Entre estereotipar Shippar Ficar. Esse linguajar Da nova geração respira-se o ar Nada contra Mas não esqueçam também o amar Cuidar, mudar Sacrificar-se pelo bem estar Confunda as necessidades Individuais, gerais Deveriam ser iguais Deixe de ser egoísta, rapaz A dois, a um, milhar Seja alguém que faz bem Saber ouvir também Pra aprender a falar Saber se relacionar Respeitar, aceitar Repensar quando errar E de todo esse ar, todo um mundo inspirar. João Pedro Santos

Emaranhado de amor e perdão

Podemos enfeitar domingos Pendurar as decepções na decoração Das paredes da nossa vida Todas as vezes que não pedimos perdão Dois tão defeituosos e complicados Como definir o coração Os segredos nunca contados Não me permitem ser são O amor vem, aos 17 ou aos 40 E não espere perfeição É juntar cicatrizes, costura, tenta Dos defeitos a união Indivíduos perdidos Encontrar-se-ão Dois diferentes e cheios de erros Unidos em conjunta confusão João Pedro Santos

Te encontro no G

Quando em minha cama deita O corpo quente, o peito palpita Em mim desejo, te vejo aflita Se encosto os lábios, você aceita Os meus dedos percorrem Na tua nuca, arrepiam Teus pensamentos correm O que meus dedos fariam? Sente o beijo meu Entre as coxas tuas Busco teu apogeu Arranho as costas nuas Contorce-se ao toque Passeia minha língua Ainda que não foque o prazer Te cerque e sufoque O toque, o beijo, o calor, o desejo Anseio, o gemido, em mim a mordida Aperta o lençol, me vejo No reflexo do seu orgasmo    [Totalmente perdida. João Pedro Santos

Clímax poético

Meus lábios Não são de recitar O erotismo Que em minha mente corre Teus lábios porém Clamam minha poesia O que faço com a língua Ou com os dedos Os rios de palavras Que te molham Ao ouvido Na tua mente moram Olhos nos olhos Não vou parar Te falta o ar, reviram-se os olhos Te deixo g... João Pedro Santos