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Mostrando postagens de setembro, 2017
Eu lembro de você Quando escuto as músicas certas Quando te olho às pressas E faz meu mundo parar Meus lábios tocam seu pescoço Seu sorriso é que me dá o gosto De memorizar teu rosto Sempre que eu for me deitar Ao seu lado Meu corpo esquenta Minha mente se encanta Só por estar lá Em cima de você O meu beijo é quente Você geme e me morde E não quer mais parar Até a hora de ir embora Que meu peito chora E minha saudade cresce Só com a ideia de não poder te olhar. João Pedro Santos

Amor que não vive

Dor é provar de um amor que não vive Do amor que existe Daquele que persiste Mas não se vive Mas não se assume Mas não tem perfume Nem azedume Não tem jeito que arrume Porque o outro não sabe Porque o outro é de outro Porque nunca foi exposto Dor é provar de um amor que não vive Que não existe E que só um sabe o gosto. João Pedro Santos

Diálogos ocultos

Nas entrelinhas do teu coração Interligam-se os teus versos Pelos entrelaçados dedos Da minha e da tua mão Você me olha, sorri e me encanto Nem imagina que na minha cabeça Eu tento imaginar como te canto E como pode tão pouco tamanho... ... E tanta beleza. Realeza. Tudo que você fala, pra mim é nobre Delicadeza. Malícia. Será coisa da minha cabeça? Me encanta. E nos meus pensamentos mais íntimos Me arranha... me morde... e me beija. João Pedro Santos

Legado

Não sou um anjo da guarda Nem corro sem propósito Esperando a chegada Vou aproveitando o caminho Caminho esse que é longo Que é largo Cansativo Inexplicável A minha missão na Terra E meu legado É diminuir as dores Dar ombro amigo, cultivar amores E se eu nunca conversei com você Nunca podei os galhos da tua dor Perdão, é falha minha Te escutar e sentir, ajudar e agir Pretendo ainda. Me deixa provar da tua dor. João Pedro Santos

Cosmos

Encontrei o céu, na Terra Ao olhar pra cima, vi estrelas Ao olhar pro lado, em ti Tamanha beleza Imensidão morena Extenso tecido macio Inefável amor Vida ao meu coração vazio Pois vivo agora em dois universos Onde todos vivemos E outro que sei ainda menos O teu ser, tão lindo e complexo Amo-te, vivo-te e cuido-te Não possuo-te Envolve-me no Big Bang Do encontro dos meus olhos com os teus                                  [Acorda-me                                 João Pedro Santos

Sem título

Os detalhes Dos teus pensamentos No teu quarto escuro Só você sabe E eu sei que isso te dói. Eu sei que isso constrói Um sentimento de solidão Um perder-se na multidão Não tem onde buscar refúgio Nem com quem ser de verdade Perde-se o sonho, a vontade E, assim, por si, sente o repúdio Mas as pessoas, as coisas, o universo inteiro Não são belos como você Somos únicos E isso é motivo suficiente pra estar vivo João Pedro Santos

Sem esperar nada em troca

Amanhece o dia Entristece a cidade o teste Quem demonstra frágil Quem ama falho E que teste Sujeitos todos os dias A fingir que esquecem De amar, de sentir, de ser humanos Que é anormal Se doar, dar sem receber Mas quando mal Espera o próximo se doer Espontaneamente amar Ainda que não seja amado Insistir e continuar Quando sentir que o amor é falho João Pedro Santos