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Mostrando postagens de maio, 2019

Memórias

Naquele dia ninguém soube Mas ele chorou E como de praxe Nunca contou O vento bateu O tempo passou A vida sorriu O dia parou E enquanto não contar... Aquele dia, de novo, voltou E volta, e voltará... Não contou, escondeu, fingiu passar Mas não esqueceu A memória agarra o seu coração Como se fosse um imã, só seu Sem solução... só solidão E não conta, não vai contar... Tentando superar uma dor, uma sensação Fingindo não lembrar... Pra si, só, tentando guardar... E não vai resolver. O coração, amigo, não é razão E vai incomodar... Enquanto tentar resolver o sentir Com o pensar Vai descansar, dormir, acabar, partir... E não vai passar... E não conta, nem vai contar... E vai doer... doer... doer... Até ver que não é do querer   o esquecer João Pedro Santos

Querida

Ainda que eu falasse a língua dos homens E falasse a língua dos anjos Sem amor Eu nada seria Ainda que eu encontrasse um rumo na vida E inibisse todos os meus defeitos Sem você Eu não suportaria Ainda que eu esquecesse quem sou E esquecesse o que eu sinto Sem ti Eu não viveria Tu és pra mim A língua dos anjos Um rumo na vida O que sou e o que sinto, Querida. João Pedro Santos