Ruas, cabeças, paradas de ônibus, mensagens e impressões. Ainda moram em mim. Ações de que me orgulho eu guardo Às vezes tento me convencer de que não sou ruim Todas as simultaneidades Que fiz e pensei Permanecem aqui Olha. Aqui. Ninguém assistirá à minha vida assim Nem assistirá a minha vida, enfim E só eu sei do que sou capaz Maldoso? Sofrido? Choroso? Nunca em paz E todas as coisas ainda residem em mim Tortas, mexidas, -não são bem dessa forma- As coisas boas. Não as ruins, resistem: Estáticas. Evidentes. Claras. Brilham, porque ainda vivem. Nunca é paz, não há meio termo, só fim Tudo está feito, não há jeito. Lamenta, ignora, redime, às vezes é não, às vezes é sim Minha história é o mal? Minha história é normal? Ou um defeito. Levo comigo no peito, até o leito, enfim
Postagens
Mostrando postagens de janeiro, 2022