Ruas, cabeças, paradas de ônibus, mensagens e impressões. Ainda moram em mim.
Ações de que me orgulho eu guardo
Às vezes tento me convencer de que não sou ruim

Todas as simultaneidades
Que fiz e pensei
Permanecem aqui
Olha. Aqui.

Ninguém assistirá à minha vida assim
Nem assistirá a minha vida, enfim
E só eu sei do que sou capaz
Maldoso? Sofrido? Choroso? Nunca em paz

E todas as coisas ainda residem em mim
Tortas, mexidas, -não são bem dessa forma-
As coisas boas. Não as ruins, resistem:
Estáticas. Evidentes. Claras. Brilham, porque ainda vivem.

Nunca é paz, não há meio termo, só fim
Tudo está feito, não há jeito.
Lamenta, ignora, redime, às vezes é não, às vezes é sim
Minha história é o mal? Minha história é normal? Ou um defeito.
 Levo comigo no peito, até o leito, enfim


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