Há dias e dias

Há dias que batem como um ringue
Que me soam como um gongo
E me machucam como um locutor

E que me guiam em frente:
Sofra, enfrente... Mas desfrute.
Como a passos de um bailarino boxeador

Há dias. Ainda há dias.
Que me cercam como uma luta
Em que não se escapa

Há dias. Haverá dias.
Em que nem mesmo há luta
E, sem ter porquê lutar:

Não batem. Não guiam. Não cercam. Não machucam?
E não existo.
Mas eles existem.

Que eu sobreviva a essa não vivência

João Pedro Santos

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