Nietzsche, me pego olhando para o abismo
Na esperança de que ele me olhe de volta
E que me prenda numa eternidade de Sísifo
Pra me isolar de mim na minha loucura envolta

Saramago, se me faço de ilha e de mim saio
Na expectativa de que a mim me possa ver,
Nem nos meus mais belos dias teatrais, sem ensaio,
Consigo enxergar grandeza em tal ilha. Melhor esquecer

Pois toda vez que de mim saio e me vejo ilha
Encontro um abismo diante dos meus olhos
Que me retorna o olhar e me condena à forquilha
Sem mas. Sem esperança. Sem ilha. Sem rima. Sem vida.

João Pedro Santos

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