Memórias

Naquele dia ninguém soube
Mas ele chorou
E como de praxe
Nunca contou

O vento bateu
O tempo passou
A vida sorriu
O dia parou

E enquanto não contar...
Aquele dia, de novo, voltou
E volta, e voltará...
Não contou, escondeu, fingiu passar

Mas não esqueceu
A memória agarra o seu coração
Como se fosse um imã, só seu
Sem solução... só solidão

E não conta, não vai contar...
Tentando superar uma dor, uma sensação
Fingindo não lembrar... Pra si, só, tentando guardar...

E não vai resolver.
O coração, amigo, não é razão

E vai incomodar...
Enquanto tentar resolver o sentir
Com o pensar
Vai descansar, dormir, acabar, partir...

E não vai passar...
E não conta, nem vai contar...
E vai doer... doer... doer...
Até ver que não é do querer
  o esquecer

João Pedro Santos

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