Tenho prazo de validade
Não que seja vantagem
Passam os tempos
Não se acrescem vontades
Existem os dias bons
Tudo é razão pra estar vivo
E estar vivo é motivo pra tudo
Não como os dias normais
Tudo é banal demais
Pra ser meta de vida
Não quero viver à deriva
Só pra suprir os prazeres carnais
Nunca fui ninguém a mais.
Se é pra fazer diferença
Fui um comum rapaz
Se é pra durar existência
Não sou agora capaz
Esse é o penúltimo poema
Um tanto infanticídio
O último não sei
Tô adiando o suicídio
João Pedro Santos
Comentários
Postar um comentário